Home Data de criação : 07/08/26 Última atualização : 07/12/24 18:48 / 66 Artigos publicados
 

Vídeos  (VÍDEOS) escrito em segunda 24 dezembro 2007 18:48

TUBLUES - Sangue de Barata


GOLDFISH MEMORIES - Inside A 21st Century Home
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Novidades (24/12/2007)  (NOTÍCIAS) escrito em segunda 24 dezembro 2007 18:40

- Após um tempo sem atualizações, voltamos! Esperamos continuar a atualizar com mais freqüência. Lembrando, quem quiser contribuir com matérias, resenhas, etcs, basta enviar o material para planetastonercontato@gmail.com.

 

-  Saiu o tributo virtual das bandas Made In Brazil e Patrulha do Espaço, organizado por Cezar Heavy. Para fazer o download é só chegar em: www.brstonerrocknroll.no.comunidades.net

 

- Danko Jones já está com álbum novo pronto. Enquanto não é lançado, você pode conferir a música nova "Code Of The Road" no MySpace

 

- "Head Off" é o nome do último álbum dos Hellacopters. O quinteto sueco lançará o disco em abril, fará uma breve turnê e irá pendurar as chuteiras.

 

- "Ire Works", o novo disco do Dillinger Escape Plan está disponível para stream no MySpace da banda. 

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ENTREVISTA - LOS NATAS (2003)  (ENTREVISTAS) escrito em segunda 24 dezembro 2007 18:33

Por Álcio Villalobs e J. Antunes 

 

 

Parafraseando o release da banda: não é todo dia que um conjunto de rock'n'roll sul americano (eles são da Argentina) consegue destaque lá para cima. O NATAS já recebeu reconhecimento de revistas como Rolling Stone, Metal Hammer, Kerrang e Alternative Press. Recentemente, eles lançaram o maravilhoso álbum CORSARIO NEGRO e estão com um cd experimental pronto, chamado TOBA TRANCE (previsto para novembro). A PLANETA STONER foi bater um papo com Sérgio Chotsourian, guitarrista, vocalista e um dos fundadores do NATAS. Desde o primeiro contato, Sérgio demonstrou ser uma pessoa legal pacas e muito tranqüilo, e nos falou sobre a banda (obviamente) e os planos para o futuro. Com vocês, o grande Sergio!

 

 

Fale um pouco sobre como a banda surgiu. Como foi que vocês entraram em contato com as gravadoras e bandas do estilo Stoner? Como vivemos na América Latina, sei que deve ter sido bem difícil conseguir destaque no exterior. Mas acredito que vocês fizeram isso muito bem! Parabéns à banda!

O NATAS iniciou as atividades em 1992. Eu havia comprado uma guitarra simplesmente para experimentar com os sons dela. Aos poucos, fui tocando com outros músicos, até que conheci Walter Broide (baterista do NATAS). Desde então, sempre estivemos juntos e vários baixistas se sucederam. Começamos improvisando, gravando, fumando muuuito, sem nos importar com nada. Um dia resolvi enviar nossas fitas para os selos das bandas que eu gostava, como Danzig, TSOL, Suicidal, Kyuss... Quando o telefone tocou na minha casa e era Frank Kozik da Man's Ruin, foi algo mágico! Ele queria lançar nosso primeiro cd DELMAR). Tudo aconteceu graças à Man's Ruin, outros selos e bandas que fomos conhecendo nos EUA e Europa. Tivemos muita sorte, mas temos trabalhado arduamente desde então.

 

Como é o processo de composição das músicas do Natas? Vocês fazem jams ou planejam as canções?

Sempre jams, desde o primeiro dia. Tocávamos por horas, dando forma às canções. Depois vinham as linhas de voz e as letras. O processo (de composição) sempre foi bem natural e descompromissado. A inspiração vem de nossos pensamentos e sonhos mais profundos, sentimos nossa música de forma muito passional.

 

 

Eu acho que o último disco de vocês, Corsario Negro, é o melhor trabalho da banda. "El Cono Del Encono", "Patas de Elefante" e "Corsario Negro" são algumas das melhores canções que ouvi neste ano. Como vocês se sentem em relação a este disco comparado aos outros? Que evolução você acha que teve a música do Natas?

Bueno, gracias. Eu também creio que este é o nosso melhor trabalho até agora. É difícil compará-los, pois, talvez, tenhamos chegado num momento em nossas vidas em que sabemos o que queremos e temos o pensamento bem claro sobre tudo. "Corsario Negro" é uma batalha constante entre o bem e o mal. Uma guerra de sons que, com a ajuda de Billy Anderson (produtor), conseguimos captar, com uma sonoridade gorda e profunda, esse clima de guerras e de fim de mundo, de maneira impressionante.

 

Os músicos querem saber: qual é o equipamento e instrumentos (efeitos, guitarras, baixo, bateria) que vocês usam em estúdio e ao vivo? Você acha que é difícil recriar certos sons dos discos em shows?

Tanto ao vivo, como em estúdio, usamos o mesmo, que é aquele que temos à mão. Não importa tanto o equipamento, mas sim como você o utiliza e combina com outros. Eu uso uma Gibson SG, amplificadores Peavey e Fender, stomps, phaser, delay, chorus, tudo... Para o baixo usamos somente Ampeg. E a bateria apenas pelas grandes, pratos grandes... Ao vivo é isso mesmo também. Buscamos uma sonoridade de grande estatura e parecida com a do cd. Mas, as versões ao vivo sempre são diferentes, são jams. .

 

Como foi tocar com o Queens Of The Stone Age em uma das Fiestas Stoner? Vocês chegaram a conhecer eles?

Foi muito bom! Nós os conhecemos numa tour nos EUA. Temos vários amigos em comum em bandas e gravadoras. O QOTSA é impressionante e nós gostamos muito de ter tocado com eles. O NATAS fez uma grande abertura para o rock'n'roll do QOTSA. Em outra Fiesta Stoner tocamos com o Nebula também!!! Sim, sim...

 

O Natas participa da coletânea "sucking the 70's", que vai ser lançada > pela Small Stone. Como surgiu o convite para participar deste disco e de quem foi a idéia de regravar “Brainstorm" do Hawkwind em espanhol (Tormenta-Mental)?

Surgiu instantaneamente quando lemos o nome da canção "Brainstorm". Divertimo-nos muito nessa hora, traduzindo e adaptando a letra e a música à nossa maneira de tocar. Ficou muito bom!

 

 

Com que outros artistas da cena stoner vocês já tocaram? Após ter tocado nos EUA, você acha que existe espaço lá fora para uma banda latino-americana que canta em sua língua natal?

Fomos muito bem vindos na cena norte-americana. A língua não fez qualquer diferença. Tivemos a oportunidade de tocar com o Unida, Men of Porn, Eyehategod, Alabama thunder pussy, Gammera, Nebula, Samiam, Drunk Horse, Suplecs, Scott Reeder, Volume, Brandt Bjork...

 

Existem planos da banda para vir tocar no Brasil? O que você conhece da cena rock basileira?

Ficaríamos muito felizes de tocar no Brasil. Espero poder ir armando os contatos necessários para que isso aconteça. Assim, por favor, escrevam-me: fãs, bandas, selos, bookings do Brasil!

 

Quais são os planos do Natas para o futuro? Vocês vão excursionar pelo mundo? Também, sei que vocês a recém gravaram o disco "Toba Trance". De onde surgiu a idéia de fazerem este disco, pois são três músicas em uma hora e repletos de experimentalismos?

Agora em 2002 faremos uma tour no Chile e interir da Argentina. Ano que vem estaremos nos EUA. Enquanto isso, outros álbuns serão lançados: o lp (vinil) de "Corsario Negro", Bee Jesus cd/lp (x2 delmar/ciudad de brahman), várias compilações e "TOBA TRANCE", pelo selo finlandês EKTRO Records. Neste, são três canções de vinte minutos cada, utilizando charango, flautas, bomos indios e toda classe de loucuras. É um trabalho experimental, uma loucura que deixamos sair dos nossos corpos. Não é heavy, e sim tranqüilo e calmo.

 

Sergio, muito obrigado pelo tempo que você reservou para nos responder. Desejo à banda toda a sorte do mundo no novo disco e nas turnês. Seja sempre bem vindo ao nosso site da Planeta Stoner para revelar as novidades da banda.

Gracias por tudo e muito prazer em conhecê-los. Espero ir logo ao Brasil para tocar. É um país que gosto muito por sua boa vontade, ritmo e espírito. adios y saludos .

 

 

Para saber mais sobre a banda LOS NATAS, acesse o website oficial www.natasrock.com. Para mandar uma mensagem para a banda, envie e-mail para info@natasrock.com 

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ENTREVISTA - SIENA ROOT (2004)  (ENTREVISTAS) escrito em segunda 24 dezembro 2007 18:29

Por Otávio Rodrigues (Palmito)

 

Revelação e um dos melhores discos do ano passado os suecos do Siena Root contam um pouquinho sobre a formação da banda, as principais influências, o processo de gravação e planos para o futuro.

Pouco tempo depois dessa entrevista o vocalista Oskar deixou a banda dando lugar a Sanya que já gravou um single que deve ser lançado no início de Outubro pela Nasoni Rocords.



Primeiramente se apresentem. (Nome, idade, instrumento etc.)

Love – Bateria; Sam Riffer – Baixo e backing; KG West – Guitarra;

Oskar – Vocal e orgão; todos temos por volta de 25 anos.

 

Quando vocês formaram a banda?

Love: A banda nasceu no final do século passado na região sul de Estocolmo, Suécia.

 

Todos fazem parte da banda desde o início?

Love: Não, Sam e eu tocamos juntos por quase 10 anos em uma banda que mais tarde se tornaria o Siena Root.

KG: Eu me juntei à banda há 3 anos e trouxe o Oskar comigo.

 

Vocês participaram de outras bandas antes do Siena Root?

Love: Sim, mas nenhuma delas é conhecida fora de Estocolmo.

Riffer: Não eram bandas na verdade, mas eu toquei por ai bastante tempo antes de me juntar ao Love.

KG: Eu só tive uma única banda séria antes, mas nós nunca lançamos um álbum. Eu toquei com alguns amigos e também com o Oskar. Nessa época eu tocava baixo e tentava soar como o Lemmy!

 


 

Qual é a principal influência musical de vocês?

Riffer: Musica feita no final da década de 60 e começo da de 70.

KG: Ultimamente tenho escutado principalmente blues e musica clássica indiana, mas cresci ouvindo a muitas coisas diferentes como punk, metal e synth. Acho que o que temos em comum é que todos gostam de Sabbath, Purple e Zeppelin. E termos esse ponto de referencia define muito bem nosso som.

 

Como vocês vêem a cena musical, principalmente a de Rock/Stoner, na Suécia? Existe espaço para bandas novas?

Love: Sim, eu acho. Bandas novas estão surgindo o tempo todo.

KG: Ao mesmo tempo é difícil para bandas novas seguirem em frente, pois temos tantas bandas na Suécia, especialmente em Estocolmo.

Riffer: Eu não estou tão atualizado com a cena musical de hoje, eu tendo a viver no passado.

 

O que vocês lançaram até hoje? Demos álbuns, vídeos...?

Love: 4 demos não oficiais, 1 álbum em CD e Duplo LP.

 

 

Vocês estão trabalhando em material para um novo álbum?

Love: Sim, nós acabamos de gravar um single e estamos planejando gravar um álbum novo álbum nesse outono (primavera aqui).

Riffer: Na verdade temos muito material novo já pronto e eu estou ansioso pra entrar no estúdio de novo e mandar pesado nos riffs!

 

Ao escutar “A New Day Dawning” a impressão que temos é que vocês estão em plena década de setenta, como vocês conseguiram fazer isso? Como vocês criaram esse ambiente vintage e antigo?

Riffer: Acho que o principal é como as coisas saem quando nós quatros escrevemos e tocamos e isso é o resultado da maneira antiquada como trabalhamos e fazemos tudo.

 

Existe a informação de que vocês usaram instrumentos e equipamentos dos anos 70 no processo de gravação desse disco, é verdade? Quais equipamentos vocês usaram?

Riffer: Sim é verdade. Nós usamos vários amps e falantes antigos, órgãos antigos e por ai vai. O que é importante no nosso som é que nós usamos gravação analógica, que basicamente significa que gravamos em fitas e não como a maioria faz hoje em dia usando computadores e hd´s.

KG: Outra coisa que põe certa vibe a musica é “tape-echoes” e “spring reverb” isso pode ser bem difícil de usar, mas soa muito bonito.

 

Qual é o propósito da musica de vocês?

Love: Eu acho que nos expressarmos e tentarmos tornar o mundo um pouco mais humanista.

KG: Isso, fazer as pessoas se sentirem bem e também dar algo novo pra elas pensarem.

Riffer: É tão bom poder tocar esse tipo de musica.

 

Para os fans brasileiros que ainda não tiveram a oportunidade de ver Siena Root ao vivo vocês, descrevam o show de vocês.

KG: Bem, está sempre mudando então você nunca sabe o que vai ver. Uma coisa é certa, nós gostamos de jams e também gostamos de convidar músicos que toquem instrumentos estranhos pra participar do show. Quando é possível nós gostamos de projetar imagens no palco, de fato isso é uma coisa que nós gostaríamos de explorar mais.

 

 

Com quais outras bandas vocês já dividiram palco?

KG: Nesse verão (inverno aqui) nós fizemos shows com bandas como “Ten Years After”, “Manfred Mann´s Earth Band”, “Colour Haze” e “Big Brother and the Holding Company”. Antes disso tocamos muito com outras bandas suecas com “Abramis Brama”, “Kaptain Sun” etc.. Grandes bandas todas elas.

 

Qual é a melhor musica de vocês pra ser tocada ao vivo?

KG: Toda musica é melhor quando tocada ao vivo. Tem toda a interação entre os músicos e a platéia. Cada um inspira o outro durante a performance de uma maneira que não é possível quando a musica é gravada. Quando você toca ao vivo tudo é momentâneo enquanto que em uma gravação tudo acaba se tornando tão permanente. 

 

Onde são seus próximos shows? E vocês pensam em vir para a América do Sul?

Love: Claro, mas existem outros planos a curto prazo como gravações e uma turnê européia.

Riffer: Eu adoraria visitar a América do Sul, principalmente se o propósito for mandar uns riffs.

 

Obrigado pela oportunidade e vocês gostariam de dizer algo aos seus fãs no Brasil?

KG: Fiquem atentos ao nosso novo single. Dêem uma olhada em todas as novidades no nosso site e cuidem-se.

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RESENHAS (2002)  (RESENHAS) escrito em segunda 24 dezembro 2007 18:17

YAJAIRA

LA IRA DE DIOS

(CFA Records - 2002) 

Por J. Antunes

 

Músicas longas com viagens sonoras que nos remete as melhores influências do Stoner Rock. Assim é “La Ira de Dios”, o mais recente álbum do Yajaira.

A banda vem do Chile e prova que cantar em Espanhol pode soar tão forte e tão bem quanto o Inglês. Basta saber fazer e isso, com certeza, eles sabem. 

Sem grandes virtuosismos a banda nos prende pelo cuidado com que realiza seus arranjos. Melodias vocais que combinadas aos cuidadosos timbres extraídos de cada instrumento nos remete aos bons anos 70 (isso sem contar com surpresas como a presença de um Hammond em uma das faixas). Apesar de algumas esporádicas levadas que beiram o Doom, o Yajaira se caracteriza por uma viagem setentista e que viagem...

Faixas como “Descontrole” com riffs hipnóticos e fortes e “Base” com todas sua psicodelia cercada de Delays no decorrer de seus 9 minutos, proporcionam condições ideais para uma grande viagem na sonoridade da banda.  Na verdade, “Base” é o momento “chapação total”. 

Realmente Yajaira se mostra uma grande banda que, junto ao Los Natas, mostra que a América do Sul está formando um time de primeira linha quando se fala de Stoner Rock. Esperamos que em breve o Brasil tenha seus representantes neste time.

 

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